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MEDICAMENTA NEWS – 10/03/2026

A Associação Espanhola de Biossimilares publicou um guia para profissionais de saúde abordarem a troca de medicamentos biológicos

Comunicar adequadamente as mudanças na abordagem terapêutica da doença de um paciente é essencial para que os profissionais mantenham uma relação de confiança e transparência com eles. No caso dos medicamentos biológicos, a sensibilidade das patologias a que se destinam torna especialmente importante essa fluidez na relação médico-paciente, razão pela qual a Associação Espanhola de Biossimilares (Biosim) publicou um guia com recomendações profissionais para gerenciar adequadamente essas situações.

Num contexto em que a presença dos medicamentos biossimilares não deixa de avançar no sistema de saúde, há várias lições a aprender para manter a confiança dos pacientes nesta troca de medicação. Esse fenômeno, que a literatura científica denomina switch, consiste na substituição de um tratamento biológico por outro, seja entre biossimilares, de biossimilar para original ou vice-versa. Isso implica a substituição da marca, pelo que não deve ser confundido com a decisão do prescritor de realizar uma mudança na molécula a ser aplicada, o que supone uma mudança na estratégia terapêutica.

O guia foi elaborado com a participação de associações de pacientes e posteriormente validado por especialistas clínicos das sociedades científicas presentes no Conselho Consultivo da Biosim. A diretora-geral desta entidade, Encarna Cruz, destacou na apresentação deste documento que seu objetivo é acompanhar a introdução progressiva de biossimilares “com ferramentas que facilitem uma implementação baseada em evidências científicas, transparência e confiança”. Assim, ela destacou que ele nasce da “escuta ativa” dos pacientes e demonstra o acordo com os especialistas em transmitir informações rigorosas aos pacientes e promover a tomada de decisões compartilhada.

Como coordenadora do documento, Arantxa Vallés destacou a utilidade de contar com padrões para homogeneizar as boas práticas, na medida em que permitem oferecer orientações claras sobre como comunicar e gerenciar o intercâmbio com os pacientes, reforçando aspectos como a informação compreensível ou a resolução de dúvidas sobre eficácia e segurança.

Os cinco passos para uma transição bem-sucedida

O guia estabelece recomendações práticas que se dividem em cinco fases. Em primeiro lugar, o guia defende que se trabalhe o terreno com antecedência para propor a mudança no momento em que o paciente estiver mais receptivo ou quando isso lhe trouxer algum benefício (por exemplo, dispositivo de administração).

Um segundo aspecto que se destaca no processo é a abordagem personalizada, levando em consideração o perfil e as circunstâncias pessoais do paciente, bem como as expectativas de confiança nos profissionais que ele manifestou ao longo do processo.

Em terceiro lugar, o documento expõe a necessidade de buscar um consenso com o paciente. A este respeito, insta a ter em conta o efeito “nocebo”, pelo qual as expectativas negativas do paciente o levam a desenvolver sintomas adversos ou a piorar a percepção subjetiva que tem sobre a sua evolução. Em relação a esse consenso, o guia destaca, como quarto ponto, a importância de informações rigorosas sobre os objetivos terapêuticos perseguidos com o novo medicamento, suas características de eficácia e segurança, bem como seus possíveis efeitos adversos. Nesse sentido, são propostas uma série de estratégias de confirmação com o paciente para verificar se ele assimilou corretamente as informações recebidas.

Por último, o documento destaca a necessidade de acompanhar o paciente durante o processo, diante das dúvidas ou incertezas que ele possa ter. Por isso, defende a promoção da acessibilidade à sua equipe clínica nessas circunstâncias, podendo incluir outros perfis profissionais.

Além das diretrizes a seguir, o guia também estabelece uma série de atitudes a evitar, como focar as informações transmitidas ao paciente sobre os motivos da mudança, concentrando-se no critério econômico de menor custo. Da mesma forma, ele enfatiza que essas decisões não devem ser tomadas sem levar em consideração as características pessoais do paciente, mas sim com foco nos benefícios clínicos que ele obterá no processo.

Fonte: https://www.biosim.es/documentos/Guia-Switch-web.pdf

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